Thursday, September 05, 2013

O homem do terno de vidro


“
“Caro Cláudio, muito me agradou a leitura de seu O homem do terno de vidro. Muito teria a dizer, mas me atento apenas para um ponto: o peso que carrega este homem. A exasperante existência, a Cruz que nos jogam aos ombros no nascimento, o fardo sagrado e sacramentado que é a vida, o desespero mítico.
‘A vida pesa’ não por ser um peso morto, mas por ser uma leveza desesperadora, uma leveza que cresce e se levanta com o vento, feito pó da estrada. Tudo é caos: ao redor do homem do terno de vidro, ao redor de nós mesmos.
Quem me dera reconhecer meu desserviço sendo poeta. Ou lançar-me no abismo da ignorância. Poesia é o que nos mata (e nos permite viver). Sabe-se lá.
É impossível não se identificar com esse homem. Impossível não sentir sua ‘cobardia’, tão nossa. Impossível sair ileso da leitura e não reforçar ainda mais o coro: ‘é preciso acabar com o sonho tão logo ele nasça. do contrário ele pode se transformar em frustração.’
Contudo, é possível engolir tudo isso. Engolir as abelhas, as moscas, as orquídeas, engolir os sapos, os sacos, a menina do balão amarelo, o motorista, a puta velha. Engolir a cidade, o caos, a lama. Metamorfosear tudo isso num ritual antropofágico.
O resultado de tudo isso se dá no belíssimo trabalho que tive a felicidade de ler.
E, como diria Belchior: ‘a felicidade é uma arma quente’, e lendo O Homem do terno de vidro compreendo ainda mais esta metáfora que se esconde atrás do bigode de nosso rapaz latino-americano.
Abraços, meu caro Cláudio.”

Flávio Otávio Ferreira, poeta – Araxá, MG.


 ___________________



“Não vi o tempo passar lendo esta obra do poeta e amigo Cláudio B. Carlos. Recomendo com muito prazer, pois desejo que este livro faça tão bem aos meus amigos quanto fez a mim.
(...) Cara, comecei a ler e só consegui parar quando 'ele' se perdeu na Av. Afonso Pena, cinco minutos atrás. Após concluir, me dei conta do quão simplórias haviam sido minhas leituras mais recentes, e de como vale a pena quando o texto realmente é bem construído.”


Daniel Zanette, editor – Caxias do Sul, RS.

__________________


“O homem do terno de vidro é, de fato, uma obra incrível, no sentido de ser impensável para a mediana literatura, mas possível para um gênio. Parabéns!"

Ádlei Duarte de Carvalho, poeta e romancista – Belo Horizonte, MG.




_____________________




"Meu querido, já venho lendo e pinçando delícias, mais uma vez parabéns por nos fazer tão bem com suas palavras. Beijo carinhoso."


Marcia Kastrup Rehen – Rio de Janeiro, RJ.


__________________


"Cláudio!
Muito obrigado. Aguardava esta leitura com curiosidade e muita expectativa.
Um grande abraço."



Emmanuel de Ceriz, escritor – Porto, Portugal.

___________________


Cara, eu estava pensando sobre o seu livro: é deveras perturbador, porque o seu personagem carrega um pensamento/sentimento paradoxal muito interessante, que seria um bom motivo de dissertação de mestrado. Em minha opinião, você conseguiu construir um diálogo entre o ego e o alterego de um homem muito maior e mais profundo do que qualquer outro personagem com que já me deparei nas leituras da vida. Machado de Assis – com Bentinho – e Dostoiévski – com Ródia e Aliócha – também fazem isso. Mas em nenhum deles, esse exercício do pensamento/sentimento surge tão profundo... Você é genial!



Ádlei Duarte de Carvalho, poeta e romancista – Belo Horizonte, MG.


____________________


Cláudio,

acabei de ler o teu livro.
Foi uma viagem dolorosa, como deve ser. Felizmente, não é o livro da minha vida mesmo que se pareça com isso, mesmo que só às vezes ou, se calhar, é engano. Felizmente que me engano.

Não sei bem o que te dizer. Só sei que, agora, sinto como se estivesse a largar raízes dentro de mim, como uma espécie de eco muito longo.
Muito obrigado por me teres deixado lê-lo, saber que ele existe e com esta força de abismo magnético.

Um grande abraço, Poeta.


Cláudio,

passou uma noite e ainda sinto a presença do livro. Em grande.

Abraço,
J.

João Silveira, poeta – Lisboa, Portugal.  


____________________


VIAGE(m) (ns)

Cleber Pacheco*



Uma viagem ao nada, uma viagem ao inferno (existencial), rumo ao caos. Confissão sem esperança de uma via redentora. Memória ou diário da desordem. Indo de nada para lugar nenhum. Grito. Espasmo. Pedido de socorro. O HOMEM DO TERNO DE VIDRO é tudo isso. E muito mais. Uma tentativa (vã, provavelmente) de organizar o caos. Todavia, um caos que tem um sentido. Trajetória pessoal e universal, contemporânea e atemporal.
Prosa, poesia, música, insight. Flashes de uma memória, flashes do instante, do presente, vislumbres de realidades que se cruzam. Estética a serviço da inteligência.
Rasgos de sentimento.
Êxtase da angústia sem resposta.
Um livro inquietante, original, ousado, que nos desafia desde a primeira linha. Um livro que nos incita do início ao fim. Desassossego. Busca.
Uso primoroso da linguagem, às vezes quase delirante, utilizando os conceitos e a lógica para desafiar estes mesmos conceitos e a dita lógica.
Obra original que reverbera em nossa mente e fica ali, com seu inquietante rumor ecoando em nossos neurônios, em nosso coração, palpitante, viva.
Um livro com uma força incomum. Literatura que vibra. Talento.
Nenhum leitor pode sair incólume.
Impossível não recomendar este livro.




* Mestre em Literatura Brasileira e Especialista em Filosofia. Poeta, contista, romancista, dramaturgo, crítico literário e artista plástico.



____________________



Cláudio,

boa noite (ou bom dia).

Estou fascinado pelo homem do terno de vidro.
Refiz com você toda a viagem, o road-texto(?), imagem por imagem, o poético misturado à narrativa, a narrativa exagerada no poético, o texto vez-em-quando Roseano, as idas-e-vindas ao dicionário, à enciclopédia, à memória etc.


Parabéns!

Cláudio,

bom dia.

Desculpe o tom empolgado demais do e-mail de ontem, foi escrito sob o efeito de alguns uísques.

Gostei muito. Da fluência, da cadência, da sobreposição das imagens poéticas passando como se vistas da janela do ônibus em movimento, ou o filme ao qual o personagem às vezes afirma estar.


Abraço.


Gladstone Machado de Menezes, escritor – Brasília, DF.


____________________


Caro poeta e amigo,
acabo de folhear sua obra.

A bela capa serve como convite para a leitura do que me parece uma prosa poética (até por influência da palavra “rimance”).
(...) Por suposto, li uma que outra frase, um que outro trecho, mas quero ler sua saborosa xácara de cabo a rabo. (...) fiquei tão tocado com o que li que não aguentei esperar o fim da leitura para expressar minha comoção.

(...) Seu texto me soa triste, porém saboroso ao paladar deste leitor.


Saudações e êxitos.

Z.A. Feitosa, poeta e escritor – Marizópolis, PB.


___________________




(...) óbvio que não resisti e já dei uma passadinha... "a coragem de um homem é do tamanho de sua conta bancária." Fabuloso, sem mais.

(...) corrigindo, era para ser só uma passadinha... mas não foi. Li todo o “livro um”, lerei novamente, com mais calma, é claro, porque é preciso. Tu é foda, CC!

Leonardo Aver Pires – Caxias do Sul, RS.

____________________


“Tenho sido vela teimosamente acesa num corredor de janelas abertas.” Que imagem boa.

Luis Fernando Ferreira, jornalista – Santa Cruz do Sul, RS. 

___________________


O livro é tudo o que eu havia antecipado, envolve o leitor desde as primeiras linhas. Sem falar na riqueza de conteúdos (linguísticos, estéticos, humanos...) que é imensa! Ainda iremos conversar mais, por enquanto quero que saiba que fiquei encantada: trama, personagens, cenários e diálogos internos e externos... enfim, tudo encanta em seu livro. Um detalhe: fiz a leitura enquanto viajava para Caicó, igualmente de ônibus. A viagem foi maravilhosa! Parabéns, tamanha é a sua fortuna literária!


Hercília Fernandes, poeta, professora da Universidade Federal de Campina Grande (PB).


__________________



No comments: