“
“Caro Cláudio, muito me agradou a
leitura de seu O homem do terno de vidro.
Muito teria a dizer, mas me atento apenas para um ponto: o peso que carrega
este homem. A exasperante existência, a Cruz que nos jogam aos ombros no
nascimento, o fardo sagrado e sacramentado que é a vida, o desespero mítico.
‘A vida pesa’ não por ser um peso
morto, mas por ser uma leveza desesperadora, uma leveza que cresce e se levanta
com o vento, feito pó da estrada. Tudo é caos: ao redor do homem do terno de
vidro, ao redor de nós mesmos.
Quem me dera reconhecer meu
desserviço sendo poeta. Ou lançar-me no abismo da ignorância. Poesia é o que
nos mata (e nos permite viver). Sabe-se lá.
É impossível não se identificar
com esse homem. Impossível não sentir sua ‘cobardia’, tão nossa. Impossível
sair ileso da leitura e não reforçar ainda mais o coro: ‘é preciso acabar com o
sonho tão logo ele nasça. do contrário ele pode se transformar em frustração.’
Contudo, é possível engolir tudo
isso. Engolir as abelhas, as moscas, as orquídeas, engolir os sapos, os sacos,
a menina do balão amarelo, o motorista, a puta velha. Engolir a cidade, o caos,
a lama. Metamorfosear tudo isso num ritual antropofágico.
O resultado de tudo isso se dá no
belíssimo trabalho que tive a felicidade de ler.
E, como diria Belchior: ‘a
felicidade é uma arma quente’, e lendo O
Homem do terno de vidro compreendo ainda mais esta metáfora que se esconde
atrás do bigode de nosso rapaz latino-americano.
Abraços, meu caro Cláudio.”
Flávio Otávio Ferreira, poeta –
Araxá, MG.
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“Não vi o tempo passar lendo esta obra do poeta e amigo Cláudio B. Carlos. Recomendo com muito prazer, pois desejo que este livro faça tão bem aos meus amigos quanto fez a mim.
(...) Cara, comecei a ler e só
consegui parar quando 'ele' se perdeu na Av. Afonso Pena, cinco
minutos atrás. Após concluir, me dei conta do quão simplórias haviam sido
minhas leituras mais recentes, e de como vale a pena quando o texto realmente é
bem construído.”
Daniel Zanette, editor – Caxias do
Sul, RS.
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“O homem do terno de vidro é, de fato, uma obra incrível, no sentido de ser impensável para a mediana literatura, mas possível para um gênio. Parabéns!"
Ádlei Duarte de Carvalho, poeta e romancista – Belo Horizonte,
MG.
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"Meu querido, já venho lendo e pinçando delícias, mais uma vez parabéns por nos fazer tão bem com suas palavras. Beijo carinhoso."
Marcia Kastrup Rehen – Rio de Janeiro, RJ.
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"Cláudio!
Muito obrigado. Aguardava esta leitura com
curiosidade e muita expectativa.
Um grande abraço."
Emmanuel de Ceriz, escritor – Porto, Portugal.
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Cara, eu estava pensando sobre o seu livro: é deveras perturbador, porque o seu personagem carrega um pensamento/sentimento paradoxal muito interessante, que seria um bom motivo de dissertação de mestrado. Em minha opinião, você conseguiu construir um diálogo entre o ego e o alterego de um homem muito maior e mais profundo do que qualquer outro personagem com que já me deparei nas leituras da vida. Machado de Assis – com Bentinho – e Dostoiévski – com Ródia e Aliócha – também fazem isso. Mas em nenhum deles, esse exercício do pensamento/sentimento surge tão profundo... Você é genial!
Ádlei Duarte de Carvalho, poeta e romancista – Belo Horizonte, MG.
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Cláudio,
acabei de ler o teu livro.
Foi uma viagem dolorosa, como deve ser. Felizmente, não é o livro da minha vida mesmo que se pareça com isso, mesmo que só às vezes ou, se calhar, é engano. Felizmente que me engano.
Não sei bem o que te dizer. Só sei que, agora, sinto como se estivesse a largar raízes dentro de mim, como uma espécie de eco muito longo.
Muito obrigado por me teres deixado lê-lo, saber que ele existe e com esta força de abismo magnético.
Um grande abraço, Poeta.
Foi uma viagem dolorosa, como deve ser. Felizmente, não é o livro da minha vida mesmo que se pareça com isso, mesmo que só às vezes ou, se calhar, é engano. Felizmente que me engano.
Não sei bem o que te dizer. Só sei que, agora, sinto como se estivesse a largar raízes dentro de mim, como uma espécie de eco muito longo.
Muito obrigado por me teres deixado lê-lo, saber que ele existe e com esta força de abismo magnético.
Um grande abraço, Poeta.
Cláudio,
passou uma noite e ainda
sinto a presença do livro. Em grande.
Abraço,
J.
João Silveira, poeta – Lisboa, Portugal.
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VIAGE(m) (ns)
Cleber Pacheco*
Uma viagem ao nada, uma
viagem ao inferno (existencial), rumo ao caos. Confissão sem esperança de uma
via redentora. Memória ou diário da desordem. Indo de nada para lugar nenhum. Grito.
Espasmo. Pedido de socorro. O HOMEM DO TERNO DE VIDRO é tudo isso. E muito
mais. Uma tentativa (vã, provavelmente) de organizar o caos. Todavia, um caos
que tem um sentido. Trajetória pessoal e universal, contemporânea e atemporal.
Prosa, poesia, música,
insight. Flashes de uma memória, flashes do instante, do presente, vislumbres
de realidades que se cruzam. Estética a serviço da inteligência.
Rasgos de
sentimento.
Êxtase da angústia
sem resposta.
Um livro
inquietante, original, ousado, que nos desafia desde a primeira linha. Um livro
que nos incita do início ao fim. Desassossego. Busca.
Uso primoroso da
linguagem, às vezes quase delirante, utilizando os conceitos e a lógica para
desafiar estes mesmos conceitos e a dita lógica.
Obra original que
reverbera em nossa mente e fica ali, com seu inquietante rumor ecoando em
nossos neurônios, em nosso coração, palpitante, viva.
Um livro com uma
força incomum. Literatura que vibra. Talento.
Nenhum leitor pode
sair incólume.
Impossível não recomendar este livro.
* Mestre em Literatura
Brasileira e Especialista em Filosofia. Poeta, contista, romancista,
dramaturgo, crítico literário e artista plástico.
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Cláudio,
boa noite (ou bom dia).
Estou fascinado pelo homem do terno de vidro.
Refiz com você toda a viagem, o road-texto(?), imagem por imagem, o poético misturado à narrativa, a narrativa exagerada no poético, o texto vez-em-quando Roseano, as idas-e-vindas ao dicionário, à enciclopédia, à memória etc.
Parabéns!
Cláudio,
bom dia.
Desculpe o tom empolgado demais do e-mail de ontem, foi escrito sob o efeito de alguns uísques.
Gostei muito. Da fluência, da cadência, da sobreposição das imagens poéticas passando como se vistas da janela do ônibus em movimento, ou o filme ao qual o personagem às vezes afirma estar.
Abraço.
Gladstone Machado de Menezes, escritor – Brasília, DF.
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Caro poeta e amigo,
acabo de folhear sua obra.
A bela capa serve como convite para a leitura do que me
parece uma prosa poética (até por influência da palavra “rimance”).
(...) Por suposto, li uma que outra frase, um que outro
trecho, mas quero ler sua saborosa xácara de cabo a rabo. (...) fiquei tão
tocado com o que li que não aguentei esperar o fim da leitura para expressar
minha comoção.
(...) Seu texto me soa triste, porém saboroso ao paladar
deste leitor.
Saudações e êxitos.
Z.A. Feitosa, poeta e escritor – Marizópolis, PB.
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(...) óbvio que não resisti e já dei uma passadinha... "a
coragem de um homem é do tamanho de sua conta bancária." Fabuloso, sem
mais.
(...) corrigindo, era para ser só uma passadinha... mas não
foi. Li todo o “livro um”, lerei novamente, com mais calma, é claro, porque é
preciso. Tu é foda, CC!
Leonardo Aver Pires – Caxias do Sul, RS.
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“Tenho sido vela teimosamente acesa num corredor de janelas
abertas.” Que imagem boa.
Luis Fernando Ferreira, jornalista – Santa Cruz do Sul, RS.
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O
livro é tudo o que eu havia antecipado, envolve o leitor desde as primeiras
linhas. Sem falar na riqueza de conteúdos (linguísticos, estéticos, humanos...)
que é imensa! Ainda iremos conversar mais, por enquanto quero que saiba que
fiquei encantada: trama, personagens, cenários e diálogos internos e
externos... enfim, tudo encanta em seu livro. Um detalhe: fiz a leitura enquanto
viajava para Caicó, igualmente de ônibus. A viagem foi maravilhosa! Parabéns,
tamanha é a sua fortuna literária!
Hercília
Fernandes, poeta, professora da Universidade Federal de Campina Grande (PB).
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